O que chamamos hoje de varejo de material de construção, já foi um dia identificado como “depósito” ou “casa de ferragens”.
Este conceito de comércio há muitos anos já se extinguiu. Hoje, “depósito” é sinônimo de amontoado de coisas com a gestão focada no estoque e as “casas de ferragens” simplesmente tiveram seus produtos incorporados ao mix dos hipermercados e dos camelôs.
Empresas que ainda se sustentam dentro da ideia de “depósitos” e “casas de ferragens” talvez não consigam explicar as razões das dificuldades que vêm enfrentando, contudo, são capazes de externar a dor na pele e principalmente no bolso das saudades de uma época em que ter um “depósito de material de construção” ou uma “casa de ferragens” era um bom negócio.
O fato é que o comércio de material de construção ainda é um ótimo negócio, e pelo que tudo indica, enquanto as pessoas continuarem morando e trabalhando em imóveis, estes continuarão precisando de reformas, manutenções e ampliações e por isso este tipo de comércio, para empreendedores atualizados, sempre será uma excelente oportunidade.
O Construbusiness representa cerca de 13,9% do PIB brasileiro e cerca de 70% de tudo que a indústria produz chega ao consumidor final através das lojas de material de construção.
Nas 39 cidades que compõem a grande São Paulo, vende-se por mês, cerca de 499 milhões de reais via loja de material de construção (vide detalhamento na coluna “mercado” desta edição da coleção supermarcas da construção).
Segundo a Data Popular, 77% dos imóveis que estão prontos precisam de algum tipo de manutenção ou reforma, e 1/3 desta população pretende construir ou reformar dentro do prazo de 6 meses.
Estes dados ajudam a entender resultados de pesquisas realizadas pela revista Anamaco que indicam que 50% do público dentro das lojas estão reformando e apenas cerca de 28% estão construindo, enquanto que 22% das pessoas que estão circulando pelo show room, estão comprando acessórios, complementos ou realizando pequenas compras para reposição.
Estes e outros dados, ajudam a entender o comportamento das pessoas no momento em que necessitam dirigir-se a uma loja com o objetivo de adquirir produtos para construção, reforma ou manutenção do imóvel.
Contra o conceito dos “depósitos” e das “casas de ferragens”, nos últimos cinco anos, os Home Center’s trouxeram para o varejo a ideia de “show room” ou “supermercado da casa” e fizeram do ambiente da loja uma espécie de shopping, que com recursos de autosserviço, técnicas de merchandising e ambientação, passaram a oferecer de tudo para as três grandes fases da obra.
Do básico, passando pelo acabamento e surpreendendo com itens de decoração, os home centers ainda oferecem ao consumidor uma gama extraordinária de serviços como: dicas de instalação, cursos para clientes, serviço de entrega, recreação para crianças, lanchonete, crédito, meios de pagamento, estacionamento, cheque presente, dia do aposentado, espaço mulher e muito mais.