Igualdade de oportunidades para varejistas de todos os portes na Região Metropolitana de São Paulo

Por Hiroshi Simuta - Nicom, Presidente do Conselho Deliberativo da Acomac SP

O varejo de material de construção há 45 anos

No conturbado ano de 1964, em meio ao golpe militar que interrompeu o então governo de João Goulart, e instituiu como presidente militar o General Castelo Branco, o simples, porém visionário comerciante José Olavo Nogueira, convenceu um pequeno grupo de lojistas a criar o que naquela ocasião chamaram de ACMCC – Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Campinas. Há 45 anos, expressar opiniões era um tanto quanto perigoso e a idéia de colaboração entre concorrentes, parecia ainda mais absurda, contudo isso não intimidou o espírito empreendedor que fazia nascer a ideia de discutir problemas e soluções para promover o desenvolvimento do varejo de material de construção. A experiência de José Olavo Nogueira se mostrou tão positiva, que naquele ano, na promissora cidade de Campinas (SP), nasceu a estrutura que hoje chamamos de Acomac - Associação dos Comerciantes de Material de Construção. Ao longo dos 20 anos seguintes, a iniciativa de José Olavo Nogueira em Campinas (SP) foi positivamente copiada por duas outras grandes regiões do estado de São Paulo (Jundiaí e Ribeirão Preto) e também do Brasil, a exemplo de Porto Alegre (RS), Caxias do Sul (RS), Novo Hamburgo (RS), Passo Fundo (RS), Santa Maria (RS), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Cascavel (PR), Curitiba (PR) e finalmente no ano de 1984 na cidade de Porto Alegre (RS).

A organização nacional do setor

No ano de 1984 entra para este seleto grupo, nosso articulado e devotado Cláudio Elias Conz, na época também lojista de material de construção, o qual, seduzido pela inquestionável vocação de trabalhar em defesa dos interesses do Construbusiness, visualiza a criação de uma estrutura nacional, que sonhava um dia se chamar ANAMACO, cuja fundação ocorre no mesmo ano, tendo como seu primeiro presidente o próprio lojista José Olavo Nogueira. Diante de tamanho desafio, Cláudio Conz sabiamente convida para este precioso trabalho o dedicado amigo e renomado executivo Natal Destro, para ocupar o cargo de Diretor de Expansão da então pretenciosa Anamaco com suas humildes 14 Acomac’s. Numa época sem infraestrutura confiável de locomoção nas estradas e aeroportos, telefonia fixa precária, celulares e internet inexistentes, Natal Destro sai durante outros 20 anos em uma verdadeira cruzada pelo extenso “continente” brasileiro, com o objetivo de reunir, arregimentar, convencer e orientar os primeiros passos da estruturação de mais de 50 outras Acomac’s nas principais regiões do território nacional. “No início não foi tão simples e de fato ainda hoje não é”, é o que costuma dizer nosso amigo Prof. Natal Destro, que tem o orgulho de ser o idealizador da logomarca da Anamaco e Acomac, que tem no interior (branco) a imagem estilizada do mapa do nosso grandioso Brasil, no exterior (laranja) a figura de 2 braços num abraço fraterno protegendo o circulo (azul) central que representa o varejo e os empreendedores de material de construção. O setor na Grande São Paulo Em janeiro de 2001 é fundada a nossa Acomac São Paulo e Região, que teve como 1o presidente o lojista Roberto Alves Janeiro, da loja Vila Real, que presidiu o conselho deliberativo até o ano de 2008.

No início do ano de 2006, quando o trabalho de expansão da Anamaco estava concluído, Natal Destro decide dedicar-se em tempo integral às demandas de sua querida Acomac São Paulo e Região. Para este honrado trabalho e para ajudar a entidade a cumprir sua nova missão, Natal Destro, convida Ricardo De Angelis, que naquela época era diretor da ACIC - Associação Comercial e Industrial de Campinas, consultor de empresas, professor e autor de um livro explorando o tema de planejamento estratégico e outro com foco em plano de negócios, ambos dirigidos para o varejo de pequeno e médio porte.

MISSÃO DA ACOMAC SP

“Atuar ativamente como mediador do relacionamento saudável e produtivo dos diversos personagens e etapas da cadeia de suprimentos do setor de material de construção, induzindo a evolução e a modernização dos mecanismos e regulamentos de negócios, tanto na esfera privada como na de governo”