Os direitos do empregador

Por Dr. Rodrigo A.B. Montenegro, OAB/SP 264.267 - Consultor Jurídico

Trabalho e Tortura

Houve um tempo em que o significado da palavra trabalho esteve associada à idéia de tortura ou a submissão desumana dos direitos de um homem por outro.

Este conceito que surgiu antes dos tempos do Egito, passou pelo período greco-romano, perdurou pela idade média, sobreviveu ao renascimento e resistiu durante quase todo o primeiro século da revolução industrial.

Trabalho e Orgulho

Em tempos de empreendedorismo, de profunda transformação tecnológica e das estruturas da sociedade, como vivemos hoje, o trabalho passou a ser visto como uma atividade libertadora e um direito humano. Hoje, valorizamos o homem que produz e reconhecemos a importância de seu trabalho, como contribuição significativa para a construção das estruturas produtivas e necessárias para servir à vida e à sociedade.

Trabalho e Vocação

Nos tempos atuais, tanto empregador como empregado devem estar atentos ao que já foi chamado de vocação, mas que os profissionais especializados em Gestão de Recursos Humanos, classificam como CHA:

C: Conhecimento
H: Habilidade
A: Atitude

O “CHA” forma um conjunto de competências naturais ou adquiridas pelo ser humano ao logo de sua vida, as quais ajudam a entender o quanto este, como profissional, está apto a enfrentar os desafios e se apropriar das oportunidades que sua atividade profissional oferecerá.

Laranja ou Maçã?

Para facilitar o entendimento, vamos ilustrar:

Se um agricultor quer colher laranjas o que ele deve plantar? Laranjeiras. Certo!

O que ocorre se quiser laranjas, mas plantar macieiras? Simples. Vai colher maças.

Seria justo tal agricultor estabelecer um conflito profissional com as macieiras por se recusarem a produzir laranjas? Não estariam as macieiras apenas realizando aquilo que foram criadas para fazer. Este exemplo, embora simples, ilustra e deixa claro que o erro foi do agricultor, o qual não fez o certo na hora do plantio.

Esta ideia parece absurda, contudo, é exatamente o que acontece quando contratamos um profissional com perfil para produzir “maçãs” e ficamos indignados quando, ao contrário, ele produz “laranjas”.

O Perfil do Profissional

Num processo seletivo, é relativamente fácil identificar por meio de testes os “conhecimentos” de um candidato.

Com relativa facilidade e por avaliação de algumas experiências anteriores, pode-se também medir algumas de suas “habilidades”, contudo, as “atitudes”, são as competências mais difícieis já que evidenciam o caráter, que podem ser dissimulados e se apresentam muito mais visíveis no dia-a-dia.