Houve um tempo em que o significado da palavra trabalho esteve associada à idéia de tortura ou a submissão desumana dos direitos de um homem por outro.
Este conceito que surgiu antes dos tempos do Egito, passou pelo período greco-romano, perdurou pela idade média, sobreviveu ao renascimento e resistiu durante quase todo o primeiro século da revolução industrial.
Em tempos de empreendedorismo, de profunda transformação tecnológica e das estruturas da sociedade, como vivemos hoje, o trabalho passou a ser visto como uma atividade libertadora e um direito humano. Hoje, valorizamos o homem que produz e reconhecemos a importância de seu trabalho, como contribuição significativa para a construção das estruturas produtivas e necessárias para servir à vida e à sociedade.
Nos tempos atuais, tanto empregador como empregado devem estar atentos ao que já foi chamado de vocação, mas que os profissionais especializados em Gestão de Recursos Humanos, classificam como CHA:
C: Conhecimento
H: Habilidade
A: Atitude
O “CHA” forma um conjunto de competências naturais ou adquiridas pelo ser humano ao logo de sua vida, as quais ajudam a entender o quanto este, como profissional, está apto a enfrentar os desafios e se apropriar das oportunidades que sua atividade profissional oferecerá.
Para facilitar o entendimento, vamos ilustrar:
Se um agricultor quer colher laranjas o que ele deve plantar? Laranjeiras. Certo!
O que ocorre se quiser laranjas, mas plantar macieiras? Simples. Vai colher maças.
Seria justo tal agricultor estabelecer um conflito profissional com as macieiras por se recusarem a produzir laranjas? Não estariam as macieiras apenas realizando aquilo que foram criadas para fazer. Este exemplo, embora simples, ilustra e deixa claro que o erro foi do agricultor, o qual não fez o certo na hora do plantio.
Esta ideia parece absurda, contudo, é exatamente o que acontece quando contratamos um profissional com perfil para produzir “maçãs” e ficamos indignados quando, ao contrário, ele produz “laranjas”.
Num processo seletivo, é relativamente fácil identificar por meio de testes os “conhecimentos” de um candidato.
Com relativa facilidade e por avaliação de algumas experiências anteriores, pode-se também medir algumas de suas “habilidades”, contudo, as “atitudes”, são as competências mais difícieis já que evidenciam o caráter, que podem ser dissimulados e se apresentam muito mais visíveis no dia-a-dia.